Uma crise pode ser uma oportunidade fantástica de crescimento e de reconfiguração...
Estamos na eminência de uma grande crise financeira... porque a crise social, política e psicológica, essa já está em marcha!
Uma grave crise económica costuma ter a designação de evento de cisne negro como a que decorreu de eventos dramáticos e imprevisíveis: o 11 de setembro de 2001, a bolha dotcom de 2000, a crise imobiliária de 2008/2012 e mais recentemente a pandemia covid 2019.
O conceito de "Cisne Negro" (Black Swan) foi popularizado por Nassim Nicholas Taleb no livro The Black Swan (2007).
Estaremos próximos de outro evento Cisne Negro?
Tudo indica que estamos a entrar em recessão, senão vejamos:
1- Aumento do endividamento global até porque temos guerras a ocorrer e investimentos em massa na IA sem ter o retorno financeiro esperado. Estão também já a surgir problemas de falências bancárias localizados (veja-se o caso do Paraguai), aumento de impostos e pressão no sistema de pensões.
2- Tensões geopolíticas e cenários de guerra (caso da Ucrânia e do estrito de Ormuz).
3- Bolhas financeiras como o caso do mercado acionista americano e o imobiliário, sendo espectável uma correção de 30% a 40%.
4- Desemprego tecnológico decorrente do avanço da IA e dos processos de automatização que estão a eliminar postos de trabalho na área administrativa, receção ao cliente e tratamento de dados.
Não podemos ter por base que o futuro será uma continuidade do presente. Porém, de nada vale estarmos a tentar antever se estamos na eminência de um evento de cisne negro.
Será mais sensato e saudável para a nossa saúde financeira e mental, diversificar os nossos investimentos - não ter tudo num tipo de ativo apenas.
Será mais racional investir em conhecimento, para nos defendermos de um eventual desemprego. Adquira mais competências para ter maior facilidade de reentrar no mercado de trabalho ou até desenvolver uma atividade complementar à que tem.
Uma crise também obriga a distinguir o essencial do acessório. Muitas pessoas descobrem capacidades que desconheciam possuir. Empresas tornam-se mais eficientes. Famílias fortalecem laços. Comunidades aprendem a cooperar. Aquilo que parecia apenas uma interrupção do caminho revela-se, muitas vezes, o início de uma nova direção.
As crises não são apenas tempos de perda financeira e de património. São também tempos de seleção, de aprendizagem e de renovação.
A forma como escolhe encarar tempos mais desafiantes é mais determinante que a crise em si mesma.
Nem toda a crise é castigo, muitas vezes é a vida a abrir espaço para algo novo nascer. A história demonstra que os períodos mais difíceis frequentemente antecedem ciclos de enorme progresso humano, tecnológico e económico.
Que os novos tempos nos tragam prosperidade, colaboração e resiliência para a construção de um novo amanhã!

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