Folio 2026 - uma opinião pessoal

Os livros e a escrita acompanham-me desde a infância. Por isso, com este evento a decorrer tão perto da minha residência, seria impossível resistir ao convite para regressar.

O FOLIO é um festival literário assente no fato de Óbidos ser uma vila literária e artística classificada pela UNESCO. Para além da qualidade da programação, aprecio particularmente a filosofia do FOLIO, que transforma a literatura num ponto de encontro entre diferentes formas de arte integrando-se harmoniosamente na vida da vila e aproximando a cultura de todos os que a visitam.

Destaco, em particular, a decisão de manter o FOLIO integrado na dinâmica da vila e dos seus espaços habituais. A tenda na Praça de Santa Maria revela-se uma excelente solução, permitindo receber mais visitantes com conforto e qualidade.

Não obstante, tenho de fazer algumas críticas construtivas:

- 1- o preço dos livros à venda deveriam ter um desconto de feira, e não tinham! In loco entrei na net e constatei que muitos estavam à venda na Bertrand e na Wook a um preço melhor! Será que reduzir o preço dos livros, umas promoções e descontos não eram uma boa forma de promover a leitura e aproximar a cultura das pessoas?

-2- A programação deste ano estava muito centrada em questões de género, trans e afins! Pessoalmente isso desagradou-me porque detesto que se misture ideologias e cultura! Eu sei que a cultura nunca foi neutra e teve sempre um papel importante na abordagem de conflitos sociais, religiosos e políticos, e afins! No entanto, uma coisa é a cultura abordar temas sociais ou políticos. Outra é o público sentir que existe uma excessiva concentração numa determinada agenda ou perspetiva ideológica. Quando a programação de um festival ou evento fica muito centrada num único conjunto de temas, algumas pessoas identificam-se e sentem-se representadas; outras podem sentir que falta diversidade de abordagens ou que determinados assuntos estão a ser promovidos de forma insistente. I



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