Não sou uma entusiasta da IA (inteligência artificial)... Mas reconheço que pode ter um contributo interessante ao nível de economizar tempo na realização de determinadas tarefas... e que pode ser um auxiliar interessante na realização de outras como: redigir relatórios, uma apresentação ou discurso numa palestra, criar imagens ou peças para diversas aplicações... mas daí a colocar a IA a fazer o grosso do trabalho humano sem reflectir no seu impacto social e económico ou preparar a humanidade para essa mudança... vai um todo um caminho!
Nos EUA onde a aplicação da IA vai mais avançada está a verificar-se que muitos empresários já a estão a contestar... e começa-se a instalar o boato de que poderemos assistir ao remake da crise DOTCOM. Durante a segunda metade da década de 1990, investidores acreditavam que a Internet revolucionaria a economia. Muitas empresas tecnológicas receberam enormes investimentos, mesmo sem lucros ou modelos de negócio sustentáveis. As ações de empresas ligadas à Internet subiram rapidamente devido à especulação, criando uma bolha financeira. Em março de 2000, o índice tecnológico NASDAQ atingiu o seu valor máximo. Quando os investidores começaram a questionar a rentabilidade das empresas, as ações caíram drasticamente e muitas empresas despediram milhares de trabalhadores e foram à falência.
1. Exclusividade e concorrência
A base do sistema capitalista assenta no empreendedorismo e na diferenciação de negócios. Fazer diferente e melhor, ou seja, a inovação ao seu melhor nível! É por isso que em muitas empresas os trabalhadores assinam acordos de sigilo e de confidencialidade, pois a inovação é o motor geracional de riqueza.
Mas com a IA não existe diferenciação, pois se a IA capta e reproduz a tua forma singular de fazer algo, perdes mercado pois o teu modelo de negócio pode ser replicado e aplicado algures, por outras pessoas.
- Buraco sem fim de
dinheiro
A IA tem um modelo de negócio muito diferente do que
estávamos habituados. Em negócios do passado com a Microsoft, os custos de
investimento em desenvolvimento e planeamento eram absorvidos porque eram sempre os mesmos e à medida que
vendiam mais unidades, aumentavam receitas.
Com a IA os custos são ascendentes e assemelha-se à gestão de um
restaurante! Há uma necessidade crescente e exigente de chips e de energia para alimentar os data centers. Data centers que estão a ser constetados pelo enorme impacto ambiental (consumos estratosféricos de água para arrefecimento) e não só!
Para além disso até que ponto não estamos a assistir a processos especulativos com as empresas de IA a serem sobreavaliadas?
A NVIDIA por exemplo está a comprar os próprios chips revelando que não
há clientes suficientes, para absorver a produção.
A Microsoft e a Amazon não partilham resultados do investimento
em IA o que pode indiciar falta de lucro...
O que os EUA investem em desenvolvimento e criação na IA, que os chineses copiam, melhoram e apresentam mais barato para o consumidor final. O produto deles é mais barato porque investem menos dinheiro.
Este fato vai te
r impacto sério na concorrência, vendas e escalagem das empresas americanas do sector tecnológico!
Resumindo, a IA ainda tem muitos desafios pela frente e dá para sentir e observar a pressa do poder político e económico em generalizar a sua aplicação (veja-se o caso da bronca da correção dos exames em Portugal). Essa pressa, essa falta de reflexão acerca do seu impacto social, ambiental e económico, será também o que a irá travar! Tenho a certeza disso!
Quando falo em travar, falo em que este atual modelo de implementação vai falhar e esta resposta terá de ser repensada.
O ser humano não necessita de IA. A maior IA já a temos dentro de nós através da partícula divina que habita em nós.
Ainda nem nos conectamos ao nosso poder pessoal e já estámos a pensar delegar fora de nós (na IA e nos robots) a "solução" para os nossos problemas...
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