O trauma acontece. A ferida fica gravada dentro de nós.
A nossa mente quer compreender. Porquê? Porquê comigo?
A nossa mente quer ter a razão... e quer justiça!
Porém, a excessiva análise mental torna-se doentia... Prolonga o sofrimento ao invés de o libertar. Adoece-nos. Baixa a nossa vibração. Desempodera-nos. Vitimiza-nos.
A melhor forma de superação é mesmo prosseguir com a nossa vida. Novos sonhos, novas metas, novas pessoas, podem trazer a força necessária para continuarmos a viver.
Há um equilíbrio delicado entre o reflectir e retirar os necessários ensinamentos e... o saber desapegar do que nos aconteceu. Passamos da análise ao ressentimento e a remoer acontecimentos. Não somos aquilo que nos aconteceu. Somos muito mais, somos aquilo que fazemos com aquilo que nos aconteceu!
No meu caso, a minha superação foi ter construído uma vida tranquila, um casamento de 25 anos, um filho (já adulto), dois cães (que são agora os meus filhos adotivos), um livro que publiquei em edição privada e talvez um dia torne público, uma casa que recuperei e aluguei, muitas formações e aprendizagens que fiz e que me tornaram numa versão mais evoluída e experiente de mim mesma, 10 anos como artesã, 5 anos de blog de escrita, viagens de sonho que realizei, amizades (poucas mas verdadeiras e assentes em valores de respeito mútuo), pessoas cujas vidas tive o privilégio de ajudar a transformar na minha atividade profissional... e acima de tudo: a leveza de uma consciência que nunca procurou intencionalmente usar ou magoar os outros.
Por isso, pare de analisar! Pare de buscar justiça!
A maior justiça é esta: é continuar a viver! É ser uma boa pessoa, apesar de toda a dor, de toda a rejeição e de todo o trauma.
Viva! Seja feliz, sorria... Seja um exemplo a seguir! Você já o é!
Sua escrita traz uma mensagem de grande força e persistência. Como estou dando os meus primeiros passos na plataforma, foi um grato privilégio encontrar o seu perfil neste momento. Desejo muito sucesso e longevidade ao seu novo blog.
ResponderEliminarMuito grata pelo incentivo, Cecília. Vou acompanhar também o seu trabalho. Um fim de semana leve
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