Quem de nós adultos não passou
parte importante da sua vida a comparar-se aos outros? Quem de nós não
construiu a sua própria auto imagem a partir dessa comparação?
Que erro colossal! Nós somos seres tão especiais e cheios de
talentos e de potencial único, irrepetível e inimitável! Já pensou que nunca
houve nem nunca haverá outro ser igual a si? Nem os gémeos são absolutamente
iguais. Logo, que sentido faz estarmos permanentemente a compararmo-nos aos
outros, achando tantas vezes que os outros são mais bonitos, mais sortudos,
mais interessantes, mais ricos, mais inteligentes que nós e sentindo-nos
diminuídos e tristes com isso.
Nós não sabemos o que se passa na vida do outro... As suas
lutas, as suas dores, o caminho percorrido, o suor, as lágrimas, os desafios
diários e as responsabilidades. Que sentido fará então comparar-mo-nos? Será
que ao dispendermos tempo nessas comparações não estamos a desperdiçar tempo
para olharmos para nós mesmos e avaliarmos que vida queremos para nós?
Crescemos e tornamo-nos adultos inseguros, medrosos, presos
a rotinas automáticas... Muitas vezes infelizes, porque geramos a nossa própria
infelicidade já que não sabemos agradecer aquilo que temos nem agirmos para
fazermos aquilo que queremos... Apenas vemos o que não temos... E agora com
tudo o que se passa no mundo compreendemos que afinal tinhamos muito mais a
agradecer do que o imaginávamos.
Onde pára a coragem? A coragem de ser você mesmo!
E quem é você?!
Evite mencionar o que faz (o que faz não é quem você é),
evite mencionar os seus papéis sociais (pai, mãe, filho, irmão, amigo) pois
isso também não é você na sua essência... Evite mencionar o que sente (o que se
sente é tão transitório e oscilante que nunca podia ser ... você!).
Quem é você?
Na resposta a esta questão reside a diferença entre viver e
existir. Vive quem faz o que gosta, quem arrisca falhar, quem arrisca ser
ridicularizado e também quem está alinhado com os seus valores, missão e
propósito de vida. Quem "finge" que vive, apenas existe.
Republicação de um texto de 20.03.2020... altura em que criei o meu primeiro blog de escrita acerca de desenvolvimento pessoal.
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